Já deitei fora. Deitei fora aquilo que já nasceu no lixo. Sim, realmente tinhas razão... aquilo não era bem eu mas foi preciso eu cair e rasgar as saias e magoar o tutu para perceber isso. Depois como alguém disse: quem não muda não evolui e eu evolui. Já se foi. Não sinto nenhuma falta. Finalmente tirei os grilhões que me amordaçavam e agora posso gritar: SOU EU!!
Agora vivo na mesma no fundo de um labirinto mas ele está cheio de cascatas, musgos, flores, palmeiras, fetos aérios. E eu, replecta de sonhos e de aventuras, de experiências e de algumas duvidas.
Depois voei em direcção ao rio para nele lavar toda a lama que me envolveu nestes ultimos anos, e agora, limpa e reluzente, preparo-me para mais uma vez enfrentar este labirinto e nele encontrar as mais belas riquezas e descobrir a pureza daquilo que já existia.
Vou continuar a voar porque as asas de que me sirvo nunca irão ser estragadas, quem cuida delas por mim fá-lo de uma forma tão delicada e tão doce que elas vibram de emoção cada vez que são tocadas.
Transformei-me naquilo que já era. Continuo agora o meu percurso, sentindo a brisa na minha face, os olhos postos na esperança que tu tens em mim e nos lábios um sorriso de quem quer ver o que está a trás da porta e não receia o bicho papão.
2 comentários:
Depois do fim as coisas começam...
Depois de uma limpeza, podemos sujar tudo outra vez! he,he,he.
Sou uma peste! Beijão!
Postar um comentário